
Domingo, 6 de Novembro de 2011
Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
O DN adianta que durante o mandato de Pedro Santana Lopes, Isabel Soares tentou adquirir a casa, a um preço abaixo do valor de mercado. Entrou com o processo na câmara que aprovou a compra e marcou a data da escritura. Só que o processo acabou por ficar suspenso porque a vereadora Helena Lopes da Costa, que tinha o pelouro da Habitação Social, remeteu o assunto, juntamente com um outro, para o gabinete da presidência.
Contactada pelo DN, Isabel Soares confirmou a situação. «Há 20 anos candidatei-me a uma casa e, há mais ou menos 18, ela foi-me atribuída. Em 2002 ou 2003, já não me lembro, foi indicada a aprovação da compra e já tinha dia para a escritura e, depois, foi tudo suspenso».
«Tinha na altura aquela casa há 16 anos e sempre paguei uma renda, porque não havia de poder comprá-la?», adiantou a responsável.
A chefe de gabinete do braço-direito de António Costa na Câmara de Lisboa justifica ainda que paga «350 euros por um T1» em Telheiras e que o facto de não habitar o imóvel não é relevante: «O meu filho foi crescendo e está lá à luz do que é permitido».
«Não achei normal»
Já Helena Lopes da Costa não considera a situação tão normal. «Apesar de ter competências delegadas, entendi remeter para o presidente da CML por se tratar de uma antiga presidente da Gebalis. Não achei normal, como também não achei normal que o director do departamento de apoio aos órgãos do município, o dr. José Bastos, também estivesse a tentar comprar casa nas mesmas condições. O presidente da CML não aceitou e vetou essas aquisições», explicou.
Mas Isabel Soares não é a única na mira de Helena Lopes da Costa. A actual deputada do PSD garante que Ana Sara Brito, actual vereadora da Habitação e Acção Social, era «uma das pessoas que pedia mais casas, em reuniões da câmara». A actual vereadora de António Costa «era presidente da Junta de Freguesia da Encarnação e muito activa a fazer pedidos».
Habitações sociais geram polémica
Helena Lopes da Costa foi constituída arguida num processo de alegado favorecimento na atribuição de habitações sociais, depois de uma denúncia que deu origem a um processo com contornos ainda por esclarecer. No âmbito do mesmo processo, Miguel Almeida, também deputado do PSD, foi também constituído arguido, tendo já sido levantada a imunidade parlamentar a ambos, durante a semana passada. Tanto a ex-vereadora da CML, como o antigo chefe de gabinete de Santana Lopes, decidiram responder por escrito. Os dois são suspeitos de corrupção e de falsificação de assinatura de funcionário.
No mesmo processo, Pedro Santana Lopes irá também ser constituído arguido, durante a próxima semana. O antigo primeiro-ministro e ex-presidente da Câmara de Lisboa vai ver o seu processo de levantamento da imunidade parlamentar resolvido na quarta-feira e depois disso irá também depor por escrito.
ISTO E QUE E UMA RICA VIDA ;) POIS ATAO NA AVERA DE SERE?
Câmara de Lisboa dá 3200 casas por cunha
A Câmara de Lisboa atribuiu 3.200 casas por cunha, segundo a edição deste sábado do Expresso. Em causa estão moradias, palácios, lojas ou apartamentos dados à Câmara Municipal de Lisboa como contrapartida de benefícios atribuídos a cooperativas de habitação.
Segundo o semanário, o esquema existe há mais de 30 anos e contemplou amigos, artistas, jornalistas, familiares, entre outros. O Expresso revela ainda que “tem sido o vereador da Habitação, ou os seus serviços — quando não o próprio presidente da Câmara —, a conceder aquelas habitações de forma directa”.
A média das rendas cobradas é de 35,48 euros, mas desconhece-se a percentagem das que são pagas. Estas casas fazem, segundo o Expresso, parte do chamado Património Disperso e, segundo um estudo da Universidade Lusófona, “a CML não sabia, nem sabe, do que é dona”.
OLHA OLHA MAS QUE MALANDROS
Ora bolas.
Eu aqui as voltas com casas obras e mau senhorios e eles a darem casas uns aos outros.
35 euros de renda??
Livra por esta e que eu nao esperava nao senhor e olhem que e obra vir a gente a saber que ele ainda ha rendas destas.Claro , nao sao para todos olha agora; como se isto agora fosse assim tao facil.
Rendas destas so mesmo para gente especial tipo, da nobreza e assim , nao para gente vulgar que a unica coisa que sabe fazer e trabalhar.
Pois e.
Estou a adorar estas novas tricas e danadinho para saber qual sera o fim disto.
Sera que vamos conhecer os nomes dos senhores e das senhoras que andaram a poupar pipas de massa e a viver na maior ou vai ficar como sempre naquela de um a apanhar e os outros a correr?.....
Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
eu como nao gosto nada de bodes expiatorios acho que estar a falar so do Baptista Bastos e ir um bocado longe demais. Portanto concordo alguns comentarios sobre os que tendo grandes ordenados andaram a receber as casinhas em grande estilo , caladinhos que nem ratos e acho que e de facto preciso ter muita lata para andar a viver em casas palacianas concedidas sabe-se la porque favores. e prova de algo anda mal e nem percebo porque e que so agora se fala neste assunto. Se o cheiro ja era mau , tornou-se muito pior. Porque se silenciaram este assunto durante quase 2 decadas se agora decidem po-lo na mesa alguma razao ha-de haver. Mas voltando ao Baptista Bastos;temos que admitir que as pessoas nao sao obrigadas a falar publicamente do que ganham ou nao ganham ou do modo como vivem. Afinal de contas o homem e jornalista mas esta com mais de setenta anos o que quer dizer que na altura em que era mais jovem o jornalismo nao era propriamente a arvore das patacas. Nao sei nada da vida dele mas que diabo, conheci inumeros jornalistas que nao andavam propriamente a nadar em dinheiro.Para alem disso tanto quanto conheço dos dados biograficos, BB casou cedo e tinha familia, filhos etc. Assim sendo , acho que talvez seja ir muito longe esta coisa de decidir que por ter tido direito a uma casa concedida pela camara passe desde logo a ser considerado um tipo menos digno. Para alem disso e pelo que ja li, o numero de pessoas que estao na mesma situaçao e enorme e tem na lista um vasto leque de profissoes. Assim sendo porque escolher o BB para bater e porque bater apenas no BB??… Nao quero com isto dizer que nao seja a partida reprovavel que ele homem que sempre disse exigir limpeza nas palavras e acçoes de outros, se tenha mais ou menos aproveitado de amigos em posiçoes influentes, digo apenas que a famigerada listazinha tem muitos mais nomes por la e que seria bom que todos esses nomes viessem a lume.Falar so num deles nem sequer e grande ajuda se o que se pretende e trazer luz seja onde for.Mas isto so eu , e claro, que tenho a mania da precisao e das claridades..... Baptista-Bastos e o mistério da Estrada da Luz Há 14 anos a CML atribuiu ao escritor e jornalista Baptista-Bastos um andar em Benfica, na Estrada da Luz, era Jorge Sampaio presidente da autarquia e João Soares vereador da Cultura. “Não há aqui prendas. A casa que alugava há 32 anos em Alfama estava a cair, eu tinha três filhos e não tinha meios. Escrevi à presidência a pedir uma casa”. Garante que a sua situação económica foi avaliada e que foi celebrado um contrato de arrendamento, que se mantém. “Quanto pago é privado”. E conta como sempre fora prática comum a atribuição de casas a jornalistas e artistas. Nos anos 80, foi chamado à CML por Abecassis. “Tinha uma casa para mim. Disse-lhe que não. Quando precisei pedi”. Na altura em que se mudou para Benfica, comprou casa em Constância. E-EXPRESSO (Assinatura) 27.09.2008 O CASO 'LISBOAGATE' E A CULTURA DA CUNHA João Miguel Tavares Jornalista - jmtavares@dn.pt A cunha tem muito que se lhe diga. Toda a gente está disposta a condená-la e a apontá-la como uma das causas do atraso de Portugal, mas poucos, na prática, passam sem ela. Se Jesus, em vez de frequentar as terras de Israel, tivesse pregado nas margens do Tejo, teria dito à multidão em fúria: "Quem nunca meteu uma cunha que atire a primeira pedra." E aí todos baixariam a cabeça, começando pelos mais velhos, e iriam apedrejar para outra freguesia. É que a cunha não é um acto de corrupção, como enfiar notas na mão de um autarca. É, de forma bem mais cândida, driblar a máquina burocrática, pedir pequenos favores para o primo que é óptimo rapaz, tentar muitas vezes ajudar quem efectivamente precisa ou, como se diz na minha terra, ter um simples "olhamento". Mas, claro, de cunhas bem-intencionadas está o inferno cheio. Veja-se o caso "Lisboagate". As primeiras notícias divulgadas pelo DN ainda vinham acompanhadas de um halo de santidade. Os abusos na atribuição de casas pela autarquia eram, afinal, justificados pelas melhores razões: do Presidente da República à esposa do primeiro-ministro, todos metiam cunhas e pediam casas, mas sempre a favor do pobrezinho desamparado. A cunha, boa parte das vezes, não beneficia directamente o próprio e é feita com o argumento de reparar uma injustiça. O problema é que, sem a existência de regras claras e justas, passa a haver uma espécie de fotogenia da pobreza: beneficiam aqueles que melhor comoverem os poderosos. Claro que atrás do pobre vem o motorista do Presidente que mora longe, coitado, e atrás do motorista vem a funcionária que se divorciou e não tem para onde ir, e atrás da funcionária vem o filho da funcionária, que também é filho de Deus. A partir daí, nessa avalanche de cunhas e favores cabe tudo, e tudo se mistura. Quando o caso "Lisboagate" atinge um nome como o de Baptista-Bastos, é porque algo está podre no reino da Dinamarca. Numa breve troca de mails, Baptista-Bastos negou-me ter tido qualquer comportamento "reprovável" e eu não tenho qualquer razão para pôr em causa a sua verticalidade. Mas também não tenho dúvidas de que ele jamais deveria ter recorrido à câmara para conseguir uma casa. O escritor Baptista-Bastos, que já tanto deu a Lisboa, podia ter direito a ser ajudado numa altura de dificuldade, como parece ter sido o caso. O jornalista Baptista-Bastos, não. Porque pediu um favor ao poder autárquico. Porque auferiu de um privilégio vedado ao cidadão comum. Que alguém que sempre foi tão moralmente exigente nos seus artigos de imprensa não perceba isto faz-me confusão. Quem, como ele, acredita na nobreza do jornalismo, tem de reconhecer uma cunha quando a vê. E, sobretudo, deve reconhecê-la quando a mete. O CASO LISBOAGATE |
nesta coisa de casinhas que venha o diabo e escolha; uns tem rendas baratas e vivem bem em lisboa outros arrastam finanças a espera de melhores dias ficam na sombra e a chuva cobertos so por mentiras senhores tanta e a vergonha que sinto deste pais por viver sem condiçoes ao lado de outros assim vergonha e tanto lamento vendo alguns encher os bolsos passando todo o seu tempo apertando a mao aos ricos casinhas e o diabo quem quer que faça uma escolha ou passa a vida na merda ou encontra cunha boa. pois neste pais as cunhas sao a unica maneira de se chegar ao poleiro seja para casas em lisboa seja para ter mais dinheiro e enquanto uns pagam e sofrem na pele e todos os dias chuva e vento dores e ruinas ha os que vao enchendo os bancos de contas e alegrias. ( pois, este inquilinotramado e marafado. as verdades doem na doem?.... pois doem) ah grande mario crespo-e assim memo! |
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